PAUSA PARA RECONECTAR

22.6.17
Dentro de alguns dias, parto. Ou melhor, partimos. Uma oportuna super promoção da TAP fez-nos comprar por impulso passagens para Toronto e Boston. Claro que pesou, e muito, o fato da minha filha estar a fazer um estágio a poucos quilómetros de Boston. Não vejo a hora de descontrair, receber novos estímulos, colher inspirações, absorver referências e abraçar a minha filha depois de quase 6 meses. No entanto, os dias que antecedem uma partida são sempre de ansiedade, originada pelo misto da vontade de zarpar com a necessidade de deixar o trabalho organizado. Andava eu a riscar tarefas da minha check-list quando a minha irmã pede-me que lhe faça alguma coisa para ela oferecer a um jovem casal. Se o tempo já estava curto, encolheu um pouco mais, mas pedido de irmã mais velha é ordem. Sim, ela não sabe, e é melhor que continue na ignorância, mas ainda mantém essa ascendência sobre mim. Cansada e com a criatividade a pedir socorro, fiz uns individuais de um patchwork simples e que não me obrigasse a pensar (muito). Para inovar em qualquer coisa, e fazer bonito com a irmã, acrescentei umas gregas, comprei guardanapos na Zara Home, que enfeitei com um crochet de principiante, e para o kit seguir completo, não esqueci os porta guardanapos. E agora é tempo de pausar. Não para desconectar, que eu não me vejo isolada do mundo, mas para fazer um restart pessoal!

ELA É LINDA SEM MAKEUP

14.6.17
Nos anos 70, os meus pais tinham o costume de levar as filhas aos jardins do Inatel de Oeiras. Aos domingos, depois do almoço, eles tomavam um refresco e apanhavam sol, enquanto nós corríamos e brincávamos por ali. Eu era criança, muito criança mesmo, mas se havia alguma coisa que me chamava a atenção no Inatel, era as cadeiras e mesas de ferro da esplanada. Gostava do desenho em leque das costas, das almofadas vermelhas nos assentos e dos pés, que mais tarde vim a saber tratarem-se de hairpin legs (ou pés "grampo de cabelo"). E, acreditem ou não, já adulta, sempre que passava a pé pelo complexo do Inatel, parava, só para contemplar o mobiliário de exterior. Era uma fascinação! Há uns meses atrás, ao chegar a Oeiras, a casa de uma amiga onde nos reunimos 1 vez por mês para fazer patchwork, deparo-me com a cadeira do meu coração à porta do prédio! Venho a saber que pertencia à vizinha de baixo, que num processo de mudança de casa, descartava na calçada o que não lhe interessava levar. Nessa hora fiquei genuinamente feliz e só  pensei na pessoa de sorte que sou. Não vão ver uma grande transformação na cadeira, apenas tirei-lhe a tinta velha, tratei a ferrugem e espetei-lhe com um mega almofadão. Embora não aparente, foram horas à volta dela e apesar do aspeto usado (e polémico), a cadeira está suave ao toque e linda, linda como sempre!

CADEIRA CAMPBELL´S

5.6.17
Já não sei como me veio parar às mãos esta cadeira, mas achei que mesmo sem ser bonita nem tão confortável, teria um feitio bastante adequado para que eu estampasse nela a famosa lata de sopa Campbell´s. O movimento Pop Art, com suas cores intensas e linguagem figurativa, é um estilo que tem tudo a ver comigo e que mesclado a uma peça mais clássica, consegue imprimir-lhe uma personalidade gigante. A transformação é tão inesperada que é capaz de surpreender até os mais incautos! Já tinha experimentado a técnica aqui e não se preocupem que não pretendo "popartar" a casa inteira mas sim partir para outros voos que incluam a pintura figurativa nas suas mais variadas vertentes!
 

(RE)usar (RE)aproveitar (RE)inventar

29.5.17
Perdoem-me, sei que este tipo de post não é dos mais populares no blog. Mas eu gosto de trazer para cá ideias que observo pelas ruas pois, confesso, fascina-me ver um objeto do dia a dia utilizado de forma diferente. O "reuso" é uma descoberta constante, é olhar para o que já existe e a partir daí tecer infinitas possibilidades de transformação e transportar esses novos conceitos para casa, sem medos.

Gavetas usadas como nichos ou às quais se acrescentou uns pés para transformar em mesas, são ideias bonitas e constantes por aí, no entanto estas peças viradas de cabeça para baixo e utilizadas como  prateleiras, já não é tão vulgar. Já as imagino como mesinhas de cabeceira num quarto com poucos metros.

PARA A EMÍLIA

15.5.17
Lembram-se da manta do Thomas? sim, aquela que tinha tecido resinado no verso e tiras para facilitar o transporte? Pois esta é uma versão mega, ultra feminina da mesma. Tem profusão de flores, frutas da época, rosa e verde para estimular, cornucópias sinuosas. Foi feita a pensar na pequena Emília, que nasceu há 3 meses. A Emília tem uma mana mais velha, que não poderia ser esquecida. Sei, porque a mãe contou-me, que ela é vaidosa e começa a interessar-se por batons, blush, sombras e afins. Usei então os pequenos triângulos que sobraram dos blocos de patchwork da manta, para montar um estojo onde a Maggi vai poder guardar os seus primeiros "produtos de beleza". As fotos foram feitas na praia para homenagear a ilha do Atlântico onde mora esta família, e dizer-lhes que me aguardem, porque qualquer dia desembarco por aí!

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